Vera

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Telefonema


_Te amo!
_também te amo!
Desligo o telefone...
Na janela a minha frente
Vejo a rua ao fundo o cerro
No olhar uma lagrima insistente...

_Te amo!
_Também te amo!
Ressoa na mente
O dia inteiro
Ato reflexo!
Repetiu simplesmente
 E depois só o silencio...

Reflexos


Somos reflexos do meio
Em que vivemos
Terras secas...
Vidas secas...
imagem google

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Degelo





Neste inverno sepultei algumas esperanças
Algo sempre morre, mas tudo passa...
O inverno já é passado
As águas do degelo descem ao vale
E agora represadas
Se vão encobrir estas sepulturas...

Meu verso desperta da longa hibernação
Na manha perfumada, porem ainda fria,
Desperta com o rufar das asas do Beija flor
Que no ar paira e beija com ardor
As flores da laranjeira

Desperto também e parto
Com o desprendimento
Dos que mesmo amando algo perdido
Não o renegam nem por um segundo
Sigo mais para o sul
De encontro aos ventos enregelados
Vou à busca dalgum rancho
Lá de trás do mundo
Donde o céu nem sempre azul
Vou cantando esta canção
Deixando voar o pensamento
Assim acalmo meu coração
Nesta clara, mas ainda fria
Manha de setembro.
Imagem Google

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Das Palavras...


Das palavras...

Elas tantas palavras
Que foram lançadas e se perderam
No abismo da descrença...

Palavras que se queimaram no tórrido verão.
Estas palavras, algumas delas,
Desconsideradas e em cinzas perderam-se
Nas brumas das manhas outonais...

Recolhe então o poeta infante
Algumas poucas que ainda ecoam
Talvez as use como lenha
Para aquecer-se no inverno
Que bate a porta obstante...

Sua alma, seu arco.
Não mais se distendera
A lançar palavras...

La fora cai à chuva a natureza também chora
Ca dentro memórias se desenham na vidraça...

E as palavras que do âmago brotam,
Elas agora hibernam enregeladas
Não serão mais lançadas
Pois iriam se despedaçar armadura
De gelo que por ironia também queima
Tornado a alma fria e escura.
Exaurido o poeta  infante  Capitula
Pena... Acontece!.
Imagem:Google

domingo, 20 de junho de 2010

O desjo da fada

O desejo da fada
Carrego no peito está paixão
Mas não sou escravo dela
Os escravos da paixão
Submetem-se a ela...


Ela que é como pura inconstância
Que tão somente considera
Seus medos e magoas
Suas ânsias e suas vontades...

Cá no peito levo um grito calado
Os espelhos da alma refletem imagens reais
Um dia vai se aperceber do fato
De que o maior desejo das fadas
Era o de serem mortais...

Se ressentem, pois algo lhes falta,
Falta o calor nesta chama
E é esta frieza que amordaça
O coração que no peito clama

Coração que ainda é o mesmo,
Mas por incerta razão imita outra forma de ser
Não percebe que este outro ser em verdade
Deseja de coração outra forma de ser
Que não seja na solidão!
Imagem: Google