Vera

sábado, 13 de agosto de 2011

Story



Há momentos na vida
Em que semeamos estrelas...
E a mesma vida as apaga
Por medo ou por paga
A vida as sufoca e as cala...

É mais fácil ignorar
O que parece não fazer sentido
Passa-se a sintetizar...
Não é só com as mãos
Que deixamos marcas...

Não controlamos sentimentos
Apenas dissimulamos
Somos racionais, “somos humanos”...

Nada posso...
Não sou livre pra dizer
Espero ouvir sinceramente!
 Qual o sentido e o porquê

A nudez nos torna óbvios
Frágeis e sinceros...
E assim tão, tão distante
Mais distante se parece!

É mais ou menos assim
Do outro lado existe outro mundo
Um mundo sem mim
É a vida...

Brilhos palcos...
Imagens a todos exibida
Mas sonegadas aos enamorados
Escolha feita prossiga
Imagem Google

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Encantado


Como explicar este encanto,
Esta paixão que o peito assola?
Que trás o riso e o pranto
Que o coração fere e desola

É como uma ânsia que toma o ser
Na madrugada, no amanhecer
A cada dia que passa
No fim de tarde ao anoitecer

Quiçá seja como o canto da sereia
Chamando das profundezas do sem fim
Entoado um nome de rara beleza
Que não diz o que há de vir

O nome entoado no canto das sereias
Diz ao encantado o nome de sua amada
Repetido tantas vezes quanto os grãos de areia
Que existem nas praias e nas enseadas

 Um canto único que seduz
Como magia que inebria
Depois das profundezas o reconduz
E abandona o agora louco, na praia.
Imagem Google 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Contra capa do livro Crônicas ou coisa parecida "Taipas"

Estrela Cadente

Numa marcha lenta sobre meu pingo
Vou pensando nela, em tudo que sinto
Vou no rumo do rancho de volta da lide
Por debaixo do poncho o coração me arde

Já de chegada cevo meu mate
E me abanco ao pé da janela
E fico bombeando pela vidraça
La no céu a estrela xirua

Cai à noite e no céu silente
A estrela xirua já tem companhia
Uma estrela cadente cruza o horizonte
Faço um desejo por ti guria...

Estrela que se despenca
Te peço que faça acontecer
Traga pra mim esta prenda
Pois ela é o meu bem querer!


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Filosofer


Um projeto de vida deve ser, é viver
Não o que fazer com a vida
As melhores coisas da vida
Foram-nos dadas de graça
Um dia de sol a chuva
O amanhecer o entardecer
A lua as estrelas as madrugadas
Tudo isso encanta, inspira
Um aprendiz de poeta.

Mas o tempo não tem tempo
Por isso parei de contar o tempo
A gente vive morrendo o tempo todo
Morrendo aos poucos cada um há seu tempo
A morte se pertence, existem outras vidas,
Penso assim, nada acontece antes do seu tempo
 Quiçá em outros tempos, haja um seu tempo...

 Um poeta escreve por gosto
Não espera nem busca recompensa por isso
O que por cá é escrito não foi escrito num dia
Tem erros de escrita quiçá precise de retoques,
De correções, assim como a vida
Coisas da vida...

Sendo um ser humano às vezes penso
Se tudo isso é certo ou errado
Às vezes chego a pensar que
Somos parte de um plano,
E assim sendo já temos
Nossos destinos traçados
Mas e o livre arbítrio?
Vou pensar, eu vou pensar... 

Imagem Vera Lúcia 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Senhor sem Asas


Sou um homem apenas
Já fui poeta, homem
Mas a musa cortou-me uma asa
Separando o poeta do homem

Minha poesia, sem uma asa
Se recente da mulher, musa
Com uma asa não se pode voar
E a poesia não voa, fica reclusa

Diz a Musa que poeta é um Anjo
O poeta diz ser um homem apenas
A musa tem seus planos
E o poeta suas lembranças...

 Asas, não as tenho, vôo sem elas
Sou um homem não um anjo,
Mas minh’alma essa sim é alada
É em suas asas que  eu vôo...
Imagem Google