Vera

terça-feira, 19 de julho de 2011

Licença Poética


Os ventos quentes do norte
Condensam-se nas superfícies frias
Proliferando a umidade
Com o calor da ventania

Ventania que desnorteia
Que se achega com a mudança de lua
Dentro das casas, umidade e frieza,
Abafamento e calor na rua

E assim fica o clima
Com destempero de temperatura
Assim fica por três dias
Cessam os ventos e cai chuva

E em versos eu falei
Que sem o tal do vento norte
Eu não saberia mais viver
Em verdade poetizei

A licitude poética assim me permite
Com o vento norte ninguém acostuma
Causa desassossego a todo vivente
Quando ele sopra a gente se desapruma
Imagem Google

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estações


Já faz tempo, muito tempo
Tempo em que corria livre a “Gazela”
Tempo em que havia a flor e o jardineiro
Era setembro, havia um jardim, era primavera

Veio o verão com suas noites calientes
O jardineiro transformou-se em um morcego
E a flor em um beija-flor indolente
Que abandonou o jardim por não ter por ele apego

O outono disse a que veio
Caíram as folhas expondo o ninho
Que mesmo exposto ao abandono
Ainda conservava o calor e o carinho

E veio o inverno um longo e frio inverno
Mesmo assim, como colônias de fungos,
Proliferaram versos e poemas,
Pois a paixão não arrefeceu nem um segundo

Então ela voltou era de novo primavera
Mas o beija flor nunca vai mudar
Nunca mais será a flor ou Gazela
É mais forte o seu desejo de voar...
 Imagem Google

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Margarida Pedra


Ela, a flor tão bela!
Sepultou-se sob a indiferença e a frieza
Igual a dos paralelepípedos
Que revestem as paralelas retilíneas
Das ruas sem esquinas
Pois para a flor não há tempo
O jardim não lhe serve de lugar
Mas sempre existe a esperança
Pois a natureza é prodiga
E é capaz de fazer brotar flores
Até mesmo em meio às pedras...
No jardim dormitam as sementes
Encobertas pelas folhas mortas
Que os ventos sacaram dos ramos no outono
Protegida da frieza igual a da estação atual
E assim se vão ficar por todo o inverno
Alguma quiçá a natureza ira salvar
E venha a brotar em outro momento
Quiçá, talvez, quando a prima vera voltar
 Imagem Google

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Inverno


Entoces se veio à chuva
Depois de três dias de vento norte
Ventos com um calor fora de época
Que desnorteiam qualquer vivente

E o inverno se configura
Depois da virada do meio dia
Derrubando a temperatura
Em meio à chuva e ventania

É o primeiro dia de inverno
Uma tarde úmida e fria
Será a noite mais longa do ano
Escurece antes da hora da Ave Maria

Doravante as noites vão se encurtando
Quem tem esperança não se desespera
Las auroras llegarán mas temprano
E em setembro voltara à primavera
Imagem: ilsonpoeta

domingo, 19 de junho de 2011

Crônicas ou coisa parecida "Taipas"


PILCHA. 7
ESTÓRIAS DO SUL. 10
DOMINGO TEM GRENAL! 14
NATAL NO CAMPO.. 16
CAMBICHOS. 19
MUSA. 24
OS TCHÊS. 28
VISITA A TCHÊ LOCO.. 37
TCHÊ LOCO E OS PRECONCEITOS. 51
O GUASCA NO TELEFONE. 55
O MORCEGO DO GALPÃO.. 58
RIO MUERTO.. 61
HERANÇAS. 72
FILHOS CRIADOS. 81
CONCLUSÕES. 87
DESPEDIDA. 90
LUNA. 97
GÊMEAS DE FATO ALMAS GÊMEAS. 117
TAIPAS. 124
“3 TS” 127
O PEDRA. 139
MEA CULPA. 148
RECORDANDO TCHÊ LOCO.. 151
PRETO.. 154
WYDAD.. 159
MUTIRÃO.. 164
PERDIZ. 170
ENTONCES ME DESPEÇO.. 179
CARTA DE TERENCIO.. 188
NO GALPÃO LÁ  NO FIM DO MUNDO   190