Vera

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Alma Eterna

Alma eterna 

Nestes dias nebulosos
A alma parece dormente
E no silencio destes dias
As magoas germinam
E desabrocham a noite
Tal qual a orquídea negra
Sem cor, sem perfume,
Sem alma, sem nada...



Pouco importa
Outro dia amanhecer
Tudo vai ser o mesmo de ontem
E não seremos o que nunca fomos
Não podemos ser parte da história
Pois tudo é feito para que fiquemos
No escuro e a margem dela...



A consciência do ser me diz que:
Se preciso lembrar que sou
É porque em verdade não sou
Tudo na vida há seu tempo
Cresce, amadurece e envelhece
Apenas os olhos são coerentes
Porque são eles o espelho da alma
Que brilha eternamente!
Imagem Google

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pela Manha

Pela Manha

As rosas amarelas foram lá deixadas
No mesmo banco no mesmo jardim
No silencio da manha nebulosa
No enlace o lembrete diz assim:

...”guardem as rosas do peito do poeta”!
Elas foram pisoteadas mais uma vez...
Triste sensação bem melhor
Que não TiVera...

Deveras ai coisas que não se explicam
E se quer se justificam com palavras
Nem que se grite aos ouvidos
Pois a fala é uma característica humana
Às vezes confundida, insensível e ou sarcástica...

Ai coisas que não se sente
Por bel prazer, por querer
Algo que brotou do inconsciente
E nos espelhos da alma se reflete
Quem quer que a perceba dela se recente...

Imagem: Ilson Rogério

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lua Nova

Lua Nova




Nesta fase da lua
Em que só as estrelas brilham
Sentimentos de usura
Da alma se apoderam...

Com a escuridão dos astros
As noites são pura amargura
Pois não se tem mais os afagos
Dos suaves raios de lua

A noite escura é como o breu
Na lua nova só se vê as estrelas
Que brilham num apogeu
Tal qual o brilho de uma quimera

Nestas noites sem a lua e sua luz
Por meu sonho não mais procuro
O que não serve a Venus
De nada adianta a Saturno...
imagem Google

terça-feira, 8 de junho de 2010

Digitalização

Digitalização



Os números, caracteres contam a história
Marcam medidas, pausas e as paralelas
Também na dança seja ela
Na arte ou nas paralelas da vida
Mas os números podem ser mascarados
Deturpando estas linhas e sua formatação
Dependendo do numero de linhas
As imagens podem ser falsas, distorcidas...

Em tempos de era digital há quem diga
Que amor e fé deixaram de existir
Tornaram-se virtuais, pois são efêmeros
Mas há quem diga que isto é impossível
Pode ser que quem duvide do amor e da fé
Tenha se desiludido com seu semelhante
Tornando-se cético e incrédulo
Mesmo assim se diz crente no ser supremo

Nada do que os outros digam ou façam
Vai importar no fim das contas
O que importa realmente a nós
É o que sabemos, sentimos e quiça
A nós mesmos sonegamos
Existe um motivo para tudo
Mas sendo este o motivo
O outro ainda é a sua motivação

A natureza não pula etapas,
Mas existem exceções a regra
Às vezes a natureza se atrasa
Pois não pode ser reformatada
Tudo ao seu tempo tem que ser assim
Não tens idéia do quanto custa a mim
O quanto me dói deixar assim...
Imagem Google

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Taipas II

Taipas II


Tenho medo das grandes estiagens
Pois quando o sol brilha alguns esquecem
Das chuvas e da fúria das águas já outros
Sentem sua falta e por isso padecem
Num misto de pena e desgosto...

Enquanto o sol brilha alguns edificam
Em leitos por onde os rios cruzam
Confiando nas frágeis taipas irregulares
Ceifam arvores que dariam bons frutos
E também formavam as matas ciliares...

Já os que com a seca padecem
Mesmo sofrendo respeitam as margens
Pois sabem do furor de um rio entaipado
Que suas águas levam embora e destroem
Tudo em que em seu leito foi edificado

E o rio corre livre em seu leito natural
Em busca do mar que é o seu destino
Mas logo alguém já o vem entaipar
Querendo mudar seu rumo, seu caminho
E a sua própria natureza violentar...
imagem Google