Vera

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mais um dia, bom dia!

Desperto com o Barulho da chuva
Vejo o Flasch de um relâmpago
Que se reflete nos pingos da vidraça
Olho o relógio marco este segundo
Outro segundo vem e logo passa

Faço então minha oração
Passaram-se cinquenta e um segundos
Só agora ouço ao longe o trovão
O tempo de Deus difere do deste do mundo
Talvez para Deus um ano seja só um segundo

Passaram-se cinco dias
Desde que a primavera chegou
Hoje é o dia da minha chegada
Cheguei pontualmente às oito horas
Disseram-me que naquele dia chovia

Saio à rua ao encontro da chuva,
Mas ela para, abre-se o dia
E o sol brilha nas pedras molhadas da rua
É mais um dia como qualquer dia
Ao sol dou bom dia, bom dia sol, bom dia, dia!
Imagem do Google

Jardim em flor


Não existe no universo
Um firmamento igual
Nada é igual a este céu
Estas estrelas este luar

Do que eu pensava do amor
Num estante vi mudar
Tanto a forma quanto a cor
Então me permiti sonhar...

Nunca me senti assim
Foi como um milagre amor
Esta ternura em mim
Via-te assim num jardim em flor

Podes até pensar
Que meu amor é uma coisa tola
Ou que isso não é amar
Por isso de quem ama caçoa

Pois do teu amor nada diz
Por medo de chorar, medo de sofrer
Então negas a luz que me faria feliz
Como o sol que brilha ao amanhecer
imagem google

Telefonema


_Te amo!
_também te amo!
Desligo o telefone...
Na janela a minha frente
Vejo a rua ao fundo o cerro
No olhar uma lagrima insistente...

_Te amo!
_Também te amo!
Ressoa na mente
O dia inteiro
Ato reflexo!
Repetiu simplesmente
 E depois só o silencio...

Reflexos


Somos reflexos do meio
Em que vivemos
Terras secas...
Vidas secas...
imagem google

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Degelo





Neste inverno sepultei algumas esperanças
Algo sempre morre, mas tudo passa...
O inverno já é passado
As águas do degelo descem ao vale
E agora represadas
Se vão encobrir estas sepulturas...

Meu verso desperta da longa hibernação
Na manha perfumada, porem ainda fria,
Desperta com o rufar das asas do Beija flor
Que no ar paira e beija com ardor
As flores da laranjeira

Desperto também e parto
Com o desprendimento
Dos que mesmo amando algo perdido
Não o renegam nem por um segundo
Sigo mais para o sul
De encontro aos ventos enregelados
Vou à busca dalgum rancho
Lá de trás do mundo
Donde o céu nem sempre azul
Vou cantando esta canção
Deixando voar o pensamento
Assim acalmo meu coração
Nesta clara, mas ainda fria
Manha de setembro.
Imagem Google